Qual sua taxa de colesterol? a maioria não sabe.

Pesquisa recente, realizada pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), revela que 41% da população não se preocupam com as taxas de colesterol e 11% nunca fizeram o exame. No Dia Nacional de Controle do Colesterol, 8 de agosto, a SBC faz uma campanha no país inteiro.
O levantamento foi feito com 850 pessoas acima de 25 anos, em todo o Brasil. 67% delas não sabem sua taxa atual de colesterol e 65% desconhecem que o LDL é o colesterol ruim. “O ideal é ter o Colesterol Total abaixo dos 200mg/dl, o LDL (colesterol ruim) abaixo dos 100 mg/dl e o HDL (colesterol bom) acima dos 40 mg/dl nos homens e acima de 50 mg/dL no caso das mulheres”, explica o diretor científico da SBC, Raul Dias dos Santos.
O presidente da entidade, Marcus Bolívar Malachias, lembra que o colesterol desempenha funções essenciais no organismo, como produção de hormônios e vitamina D. Mas o excesso dele no sangue é prejudicial e aumenta o risco de desenvolver doenças cardiovasculares. “40% da população adulta, no Brasil, têm colesterol elevado, ou seja, mais de 57 milhões de pessoas podem ter um infarto ou um AVC, a qualquer momento”, alerta o cardiologista. Por ano, as doenças cardiovasculares matam cerca de 350 mil brasileiros.
Segundo a pesquisa, 89% dos entrevistados acreditam que todas as pessoas precisam realizar o exame de colesterol, mas quase a metade (47%) fez o exame pela última vez há mais de um ano ou nunca fez. “O estudo nos mostrou mais um dado preocupante: 49% da população não sabem a duração correta de um tratamento para baixar o colesterol e a necessidade acompanhamento médico”, destaca o diretor de Promoção da Saúde Cardiovascular da SBC, Weimar Sebba Barroso.
Durante a campanha, serão distribuídos folhetos que explicam a importância de uma vida mais saudável para manter o colesterol nos níveis ideais. O diretor de Comunicação, Celso Amodeo, explica que a alimentação é o fator mais comum para a elevação do colesterol. Tendências genéticas ou hereditárias, como a hipercolesterolemia familiar, obesidade e pouca atividade física também contribuem. “É preciso evitar as gorduras, principalmente as saturadas – presentes em alimentos de origem animal e as gorduras trans encontradas em alimentos industrializados. Frutas, verduras, legumes e grãos evitam o aumento do colesterol”, diz Amodeo.
Praticar exercícios físicos regulares, evitar o fumo e o estresse também são recomendados. Weimar Sebba Barroso salienta que “o uso continuo de medicamentos para baixar o colesterol é indicado para muitos casos, mas só o médico poderá prescrevê-los dependendo do risco de problemas cardíacos de cada indivíduo”.
O controle do colesterol é tratado como prioridade pela Federação Mundial do Coração (WHF) e pela Organização Mundial da Saúde, que acabam de divulgar um amplo estudo sobre os desafios para diagnóstico e tratamento dos indivíduos sobre risco. “O documento enfatiza o papel do colesterol como causa de doença cardiovascular e o seu controle faz parte da proposta de redução em 25% do risco cardiovascular para 2025, no mundo todo. Destaca também a necessidade de identificação e tratamento dos portadores de hipercolesterolemia familiar, doença genética frequente e associada a 13 vezes mais risco de doença cardiovascular que a população normal”, conta Raul Dias dos Santos, que participou do projeto.
No site da SBC (www.cardiometro.com.br), onde são estimadas as mortes pelo coração, ao longo do ano, testes avaliam riscos de uma parada cardíaca e de uma pessoa sofrer um infarto nos próximos 10 anos.
Mais informações: http://prevencao.cardiol.br/campanhas/colesterol.asp