Crise na economia surge um novo modelo popular de farmácia e drogaria

Depois do surgimento dos planos de saúde com mensalidades mais baratas, a crise agora impulsiona o crescimento de farmácias com o modelo popular. As redes oferecem, no mínimo, 10% de desconto em relação à média do mercado, e para medicamentos genéricos o abatimento não é inferior a 45%. O faturamento do segmento cresceu 83,44% em um ano, segundo levantamento da Associação Multimarcas de Farmácias (Farmarcas). O resultado foi obtido pelas redes Ultra Popular, Super Popular e Maxi Popular, que movimentaram R$683 milhões, em 2016. De olho na crise, as redes populares adotaram modelo para oferecer medicamentos e produtos de higiene pessoal a preços mais baixos ao consumidor, através de redução de margens de lucro e de negociação coletiva com laboratórios, fornecedores e até empresas de cartão de crédito.

— Temos uma proposta de baratear nossos custos e conseguir reduzir os preços para os clientes. Não somos uma farmácia de serviços. E, por isso, não oferecemos entrega em domicilio, atendimento telefônico e não trabalhamos 24 horas. O próprio tamanho do estabelecimento é menor — explica Edison Tamascia, presidente da Farmarcas, acrescentando que já existem lojas em 18 estados.

Entidades de defesa do consumidor alertam que mesmo entre farmácias da mesma rede, o remédio pode custar até quatro vezes mais.

— Não deixe de pechinchar. Caso prefira a compra online, cuidado para não ser vítima de medicamentos falsificados. Tome algumas precauções. O endereço eletrônico da farmácia deve ter “.com.br” e deve conter na página principal todas as informações do estabelecimento, como a razão social, endereço, CNPJ, horário de funcionamento, telefone, nome e número de inscrição no Conselho Regional de Farmácia (CRF) do Responsável Técnico e Licença ou Alvará Sanitário —orienta Lívia Coelho, advogada e representante da Proteste.

Atenção consumidor

Precaução

A primeira orientação é que a embalagem esteja lacrada com a rótulo em português.

Informação

A embalagem deve apresentar o prazo de validade, data de fabricação, número do lote e as advertências sobre o produto.

Líquidos

Medicamentos de apresentação na forma líquida, como soros e xaropes devem vir sempre com lacre.

Remédios com enormes variações de preços em algumas cidades

Variações de 368,90%

Após reajuste de até 12,5% nos preços dos medicamentos, o Procon/MA preparou uma consulta de preços de remédios em seis redes de farmácias da capital São Luís.

A pesquisa foi realizada entre 20 a 30 de junho para ajudar o consumidor a gastar menos no momento da compra.

O reajuste foi confirmado no início do ano pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed), instituição ligada a várias esferas do governo federal.

Durante a consulta do Procon, foram pesquisados preços de medicamentos de diversas classes terapêuticas inclusive analgésicos, antidiabéticos, antitérmicos, ansiolíticos, antiácidos, antianginosos, vasodilatadores, antibióticos, anti-hipertensivos, antialérgicos, expectorantes e antiparkinsonianos, totalizando 20 tipos.

Dentro desses grupos, foram pesquisados 43 medicamentos, sendo que, para cada um, foram analisados dois tipos: um de referência, de acordo com a indicação da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), e outro genérico, escolhido pelo preço mais barato, de acordo com a metodologia adotada pelo Procon.

A maior variação de preços foi de 368,90%, referente ao Anti-Hipertensivos Atenolol (Atenol). O maior valor encontrado foi de R$ 46,89 na lojas Extrafarma e o menor preço foi de R$ 10,00 na Farmácia Juliana, no bairro Bom Jesus.

Preços de medicamentos

Foram comparados os preços de medicamentos nas lojas Pague Menos (Renascença), Farmadel (Angelim), Drogaria DinizFarma (Alemanha), Drogaria São Luís (Camboa), Extrafarma (todas as farmacias) e Farmácia Juliana (Bom Jesus).

A segunda maior variação foi de 354%, referente ao remédio Cetoconazol (Nizoral), da classe terapêutica dos antifúngicos e antimicóticos, utilizados contra fungos e micoses. O creme dermatológico de 20g é vendido na Drogaria São Luís a R$ 36,32. O mesmo produto custa apenas R$ 8,00, também na Farmácia Bom Juliana, no bairro Bom Jesus.

Incluindo os remédios mais consumidos como por exemplo o Tylenol (comprimido revestido de 50mg), da classe dos analgésicos e antitérmicos, a variação foi de quase 196%, custando R$ 1,99 na Extrafarma, e chegando a custar R$ 5,89 na Farmadel, no bairro Angelim.

Nos analgésicos e antitérmicos, verificou-se os preços da Dipirona Sódica (Novalgina), Ácido Acetilsalicílico (Aspirina) e do Paracetamol (Tylenol). Este último foi encontrado por R$ 1,99 nas lojas Extrama. Entretanto, o genérico da Aspirina foi identificado por R$ 1,90 na Farmadel, no bairro Angelim.

Não custa lembrar que pesquisar preços em fornecedores diferentes é uma importante forma de economizar, assim como solicitar que, quando possível, o médico prescreva remédios inscritos no Programa Farmácia Popular, além de solicitar o nome do princípio ativo para compra de medicamentos genéricos.

Atualmente a melhor forma do consumidor se proteger dos aumentos abusivos nos preços de medicamentos é usando comparadores de preços e a aproveitar as promoções das farmácias online.

Informações Procon/MA

Site referencia: http://remediobarato.com/