Medicamento para Doença de Chron é introduzido no SUS

O Ministério da Saúde incorporou ao Sistema Único de Saúde (SUS) o medicamento Certolizumabe Pegolpara tratamento da Doença de Crohn. A decisão atualiza o Protocolo Clínico de Diretrizes Terapêuticas (PCDT) dessa doença e moderniza os tratamentos médicos, formas de atuação e dosagem do remédio.

A Doença de Crohn é uma patologia inflamatória que pode afetar qualquer parte do tubo digestivo, desde a boca até o ânus. Pacientes com o estágio moderado a grave geralmente apresentam os seguintes sintomas: febre, perda de peso, dor abdominal acentuada, anemia e diarreia frequente. Com esse novo medicamento, a expectativa é amenizar os sintomas e melhorar a qualidade de vida do portador da doença.

O tratamento costuma exigir uma combinação de medicamentos e procedimentos cirúrgicos necessários para tratar obstruções e complicações infecciosas. O remédio também tem indicação para os pacientes adultos que não tiveram resposta adequada a outros tratamentos.

Atualmente, o SUS oferece sete remédios para o tratamento da doença de Crohn: ciclosporina, azatioprina, metotrexato, sulfasalazina, mesalazina, infliximabe e adalimumabe. Cabe aos gestores estaduais e municipais estruturar a rede assistencial, definir os serviços referenciais e estabelecer os fluxos para o atendimento dos indivíduos com a doença em todas as etapas do tratamento.

PCDTS

O objetivo dos PCDTs é estabelecer os critérios de diagnóstico e tratamento de cada doença, assim como as doses e medicamentos adequados para cada caso. Também são avaliados os mecanismos para monitoramento clínico em relação à efetividade do tratamento e supervisão de possíveis efeitos adversos.

As publicações têm como base os conceitos das Redes de Atenção à Saúde, que contam com sistemas logísticos e de apoio necessários para garantir a oferta de ações de promoção, detecção precoce, diagnóstico, tratamentos e cuidados paliativos e integrais por meio da rede pública de saúde.

Desde a criação, a comissão incorporou 178 tecnologias ao SUS, com impacto estimado de R$ 2,5 bilhões. Entre as últimas incorporações de destaque está o medicamento Dolutegravir, considerado o melhor antirretroviral para pacientes que vivem com Aids. A expectativa é que cem mil pessoas iniciem o novo tratamento em 2017.

 

Tratamento visa tratar obstruções e complicações infecciosas no sistema digestivo dos pacientes

Anvisa regula novo farmaco para combater a obesidade

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou o registro de uma nova droga indicada para controle da obesidade, o Belviq.

O remédio, composto de cloridrato de lorcasserina hemihidratado, é o segundo com essa indicação a ser aprovado neste ano pela agência -até então, o último registro semelhante havia ocorrido em 1998.

Segundo a agência, o medicamento é indicado como auxiliar em tratamentos que também envolvam dietas de redução de calorias e aumento de atividade física para controle do peso crônico.

O remédio, na forma de comprimidos revestidos, é indicado a pacientes com quadro de obesidade (índice de massa corporal igual ou maior do que 30 kg/m2) e alguns casos de sobrepeso, quando o paciente tem índice igual ou maior que 27 kg/m2 associado à presença de pelo menos uma doença relacionada, como hipertensão, doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2 e apneia do sono.

Com o clodridrato de lorcasserina, o Brasil passa a ter quatro medicamentos disponíveis no mercado contra a obesidade -os outros são o orlistat, sibutramina e liraglutida.

Segundo a endocrinologista Maria Edna de Melo, diretora da Abeso (Associação Brasileira de Estudo da Obesidade), o novo medicamento tem mecanismo de ação diferente dos demais.

“Ela [lorcasserina] ativa um receptor específico de serotonina que fica no hipotálamo, que é o centro principal de controle de balanço energético. E lá aumenta a produção de melanocortina, [hormônio] que traz uma redução da fome. É o único medicamento que vai agir exatamente nesse receptor”, explica. “Vemos como mais uma opção, porque nem todos os pacientes respondem bem a todos os tratamentos”, afirma a endocrinologista.

Ainda de acordo com Melo, o medicamento também aparenta ter menos efeitos colaterais. Os mais comuns são dores de cabeça, boca seca e constipação intestinal, informa. “É um medicamento que tende a ser bem tolerado. Mas como nunca usamos, a prática vai nos dizer muito mais. Com o tempo, vamos avaliar”, diz.

O novo remédio deve ter tarja vermelha, sujeito à receita médica. Após a aprovação do registro, o produto deve ter o preço máximo permitido de venda definido pela Cmed (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos). No exterior, o medicamento custa cerca de R$ 400 por mês.

Além do Brasil, o Belviq já havia sido aprovado em outros países, como os Estados Unidos. O medicamento é produzido pela empresa suíça Arena Pharmaceuticals. Já a detentora do registro no Brasil é a Eisai Laboratórios, de São Paulo.

Amanha é dia de prevenção contra o Câncer de Pele Infantil

Durante todo este mês, a Sociedade Brasileira de Dermatologia vai promover o Dezembro Laranja. As atividades pretendem alertar a população para a prevenção do tipo de câncer com maior incidência no Brasil, o câncer de pele, que registra 176 mil novos casos por ano.

Neste sábado, a partir das 10h, uma equipe de médicos dermatologistas vai ofercer consultas de graça no Parque da Jaqueira, na Zona Norte do Recife. De acordo com a SBD, será o Dia de Super Proteção ao Câncer de Pele Infantil.

É a primeira vez que uma ação como essa, com foco nas crianças, acontece no Recife. Na programação, haverá contação de histórias, distribuição de filtro solar, palestras, pintura e a participação do Papai Noel Laranja e do boneco Super Protetor.

O médico explica que o dia de Super Proteção faz parte das ações da campanha Nacional de Combate ao Câncer da Pele promovida pela Sociedade Brasileira deDermatologia há 17 anos. A SBD, entidade oficialmente reconhecida pela Associação Médica Brasileira, teve atitude pioneira de conscientizar a população brasileira para o câncer de pele.

A campanha recebeu a certificação do Guinness World Records por ter realizado a maior campanha médica do mundo realizada em um único dia e a maior campanha de prevenção ao câncer da pele mundial; foram mais de 34 mil atendimentos em todo o Brasil.

SOBRE O CÂNCER DE PELE

O câncer da pele pode se manifestar como uma pinta ou mancha, geralmente acastanhada ou enegrecida, como também uma ferida que não cicatriza. A regra do ABCDE ajuda na suspeita de uma lesão maligna e sinaliza que um dermatologista da Sociedade Brasileira de Dermatologia deve ser procurado.

  1. A= lesão assimétrica
  2. B= bordas irregulares
  3. C= alteração de cor
  4. D= diâmetro maior que 6 mm
  5. E= evolução ou modificação da lesão

O Ministério da Saúde dispõe de R$ 443 milhões na fabricação de farmácos biológicos

O Ministério da Saúde irá investir cerca de R$ 443 milhões por ano para a transferência de tecnologia e aquisição de cinco medicamentos biológicos. As novas Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDP) foram anunciadas nesta quinta-feira (8), durante a 12º reunião do Grupo Executivo do Complexo Industrial da Saúde (GECIS), irão diminuir o custo dos medicamentos e incentivar a produção nacional.

Os novos medicamentos, que ao final do processo de transferência de tecnologia serão produzidos por quatro laboratórios públicos e sete empresas privadas, já fazem parte do rol de fármacos distribuídos gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Atualmente, todos biológicos representam apenas 4% da quantidade distribuída pelo SUS e 51% do orçamento da compra. Ao todo são cinco medicamentos: adalimumabe e infliximabe (artrite reumatoide); filgrastima e Rituximabe (oncológico); Samatropina (hormônio do crescimento).

Além das novas parcerias, o ministro da Saúde, Ricardo Barros, anunciou o lançamento do edital para transferência de tecnologia de radioterapia. A medida foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta quinta-feira (8). As capacitações, que fazem parte do Plano de Expansão da Radioterapia no SUS, darão oportunidade para Institutos de Ciência e Tecnologia (ICTs) adquirirem conhecimento nas áreas de desenvolvimento e operação de softwares para planejamento 3D, softwares embarcados nos aceleradores lineares e eletronic portal imagining device.

A cooperação será com Varian Medical Systems, empresa contratada pela pasta para execução da ampliação do atendimento oncológico no País. Ao todo, cerca de R$ 500 milhões foram investidos para a aquisição de 80 aceleradores lineares, além da realização de projetos e obras. O Ministério da Saúde estuda a aquisição de outros 20 equipamentos por meio de aditivo ao contrato, firmado em 2014 para a compra dos 80 aparelhos.

Outra iniciativa é a criação de cinco grupos de trabalho para discussão de temas relevantes para o complexo industrial. Entre os assuntos estão à revisão do marco regulatório da área; tributos e relações bilaterais; planos de expansão da radioterapia; rotas tecnológicas e propriedade intelectual. As reuniões iniciam em 2017.

Bebida alcoólica em excesso fortalece doenças respiratórias

Grandes bebedores produzem menos monóxido de azoto. No entanto, este gás desempenha um papel na proteção contra algumas bactérias, especialmente as causadoras de infecções respiratórias.

Álcool prejudica o equilíbrio respiratório. Esta é a conclusão tirada por cientistas da Universidade Loyola, em Chicago (EUA), que analisou cinco anos de consumo de álcool por 12 000 pessoas.

Os participantes foram divididos em quatro grupos: abstêmios, bebedores moderados, bebedores pesados ​​(mais de dois drinques por dia em média para os homens e um vidro para as mulheres) e ex-bebedores. Os especialistas têm particular, medido na presença de óxido nítrico, um gás produzido naturalmente pelo corpo durante a respiração, no ar expirado de cada voluntário.

A falta de óxido nítrico

Avaliação do trabalho, cujos resultados foram publicados este mês na revista Chest, tendo em conta outros fatores, tais como a asma, dieta e uso de tabaco, os pesquisadores descobriram diferenças na composição da respiração diferentes grupos. O resultado do estudo revelou que os maiores bebedores emitem menos óxidos de azoto do que outros.

Este gás protege humanos contra certas bactérias, especialmente aqueles que causam infecções respiratórias. Bebedores são mais vulneráveis ​​a doenças infecciosas, álcool perturbando o equilíbrio de pulmão.

Pode uma enfermeiro se opção a um médico?

Estatísticas e experiência pessoal sugere que é possível. A atual falta de doutores que atendem idosos podem tornar isso necessário.

Se você ou seu filho estavam doentes e uma enfermeiro te atendeu em vez de um médico, você não deixaria?

Como estudante de medicina em Cleveland, John foi diagnosticado com linfoma de pele, uma forma rara de câncer. Ele estava apavorado em parte graças ao palavra “câncer”, mas principalmente pela incerteza de seu prognóstico.

Logo após seu diagnóstico, ele mudou-se para Boston para a sua residência formação em Harvard Medical School. Seu dermatologista concebeu um plano de tratamento e prontamente encaminhou para uma enfermeira chamada Marianne, que praticou dentro de uma equipe liderada pelo médico. Inicialmente, ele se perguntou se ele deveria mudar para médicos só vendo, mas esses pensamentos foram fugazes: Marianne prestados cuidados excelente e compassivo, fazendo-o sentir perfeitamente à vontade ao mesmo tempo, prestando atenção aos detalhes de seu caso. Sob os cuidados de sua equipe médica e olhar atento de Marianne, John começou a ficar melhor.

Como se constata, a experiência de John tendo uma enfermeira como seu principal ponto de contacto pode tornar-se cada vez menos singular, particularmente para os veteranos.

Atualmente, um acalorado debate nacional está ocorrendo centrada no Departamento de Assuntos dos Veteranos planos para conceder autoridade prática independente completo para os profissionais de enfermagem em uma tentativa de melhorar os tempos inaceitavelmente longa espera. Apesar de um recente relatório da RAND Corp. encontrou o VA atenda às necessidades da maioria dos veteranos, em geral, em certas instalações de cuidados, a espera para ver um médico tem alcançado uma média de 41 dias -resulting em um aumento do risco de hospitalização ou morte entre os veteranos (Divulgação: um de nós, John, trabalha para RAND, mas não estava envolvido neste relatório). A American Medical Association, a maior organização médica do país, se opõe fortemente esta regra nova proposta, argumentando que os profissionais de enfermagem autónomas prejudicaria a qualidade da assistência prestada aos veteranos. E, embora o VA tem tentado também contratar mais médicos, o recrutamento tem sido dificultado por numerosos desafios , tais como os salários mais baixos que eles oferecem em comparação com o sector privado.

Em certas instalações de cuidados, o tempo de espera para ver um médico chegou a uma média de 41 dias.
Essa controvérsia não é nova. Como qualquer aliança, os médicos têm interesse em proteger seu território profissional e são relutantes em deixar que outros provedores, principalmente aqueles com menos experiência e treinamento intensivo, assumir um papel igual. As enfermeiras são igualmente confiante em sua capacidade de acelerar. Um 2013 estudo no New England Journal of Medicine levantamento médicos e profissionais de enfermagem constatou que, embora a maioria dos médicos acreditam que os profissionais de enfermagem proporcionar qualidade inferior dos cuidados, a maioria dos profissionais de enfermagem sentiu que forneceram melhor qualidade dos cuidados de médicos.

Quem está certo?

Nem, de acordo com um estudo que fizemos, que foi publicado em junho na revista Annals of Internal Medicine . Foi realizada uma análise de quase 29.000 pacientes norte-americanos, que viram ou uma enfermeira de cuidados primários, assistente do médico, ou médico de 15 anos, e comparadas taxa de inadequados serviços, tais como médicos prescrever antibióticos de baixa qualidade para as constipações do grupo; uso inadequado e caro de diagnóstico por imagem (tais como tomografia computadorizada e ressonância magnética) para dor nas costas, dor de cabeça e resfriados; e encaminhamentos desnecessários para especialistas para esses mesmos três condições. Todas as categorias de prestadores fez essas escolhas em taxas similares. Embora nosso estudo não incluiu pacientes VA e examinou uma fatia relativamente estreita de cuidado, ele suporta a ideia de que os profissionais de enfermagem podem oferecer a mesma qualidade e eficiência dos cuidados em comparação com os médicos para doenças comuns em diversos ambientes de cuidados primários.

Então, se o VA concluir a sua proposta de política? Antes de responder, há duas advertências importantes a considerar.

Primeiro, nosso estudo se concentrou em condições relativamente simples com diretrizes bem definidas (por exemplo, a dor resfriado comum, lombar), em vez de condições complexas que também possam surgir na prática rotineira. Outros estudos (incluindo um no VA) mostrou que os profissionais de enfermagem tendem a usar demais exames de imagem caros quando se trata de condições que podem ser mais complicados ou menos baseada em orientação. Mas, enquanto os profissionais de enfermagem pode realmente aumentar os custos para os casos mais complexos, o júri é ainda para fora sobre o seu custo-eficácia global como eles também têm salários mais baixos do que os médicos.

Em segundo lugar, a 2,014 revisão sistemática de 24 estudos randomizados que comparam os profissionais de enfermagem e médicos descobriram que pacientes atendidos por profissionais de enfermagem teve resultados de saúde semelhantes, e pacientes atendidos por profissionais de enfermagem relataram mesmo melhor satisfação com os seus cuidados. Caso encerrado? Não é bem assim: Muitos dos ensaios nesta revisão teve importantes deficiências. Por exemplo, a maioria desses estudos comparando os profissionais de enfermagem com os médicos não medir a precisão do diagnóstico (quantas vezes um fornecedor tem o diagnóstico correto) ou erros de ambos os aspectos críticos médicos para a qualidade dos cuidados. Eles também muitas vezes não conta para saber se os profissionais de enfermagem foram consultar um médico quando andavam, o que teria implicações para a forma como o sistema do VA é implementado. Nós precisamos de mais ensaios de alta qualidade randomizados para proporcionar maior clareza sobre estas questões.

Dadas estas incertezas, ao invés de instituir plenamente esta política em toda a linha, propomos que o VA estudar essas questões, expandindo de forma aleatória a tutela de profissionais de enfermagem em algumas regiões. O VA também devem melhor definir como os profissionais de enfermagem que se encaixam em um ambiente baseado em equipe, o que pode melhorar a qualidade do atendimento. Por exemplo, eles vão ainda ser capaz de consultar médicos para casos complexos? Será que os médicos recebem uma compensação para ajudar? Estas são questões críticas que devem ser respondidas com resultados baseados em dados.

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Profissionais de enfermagem hoje sabem mais medicamento do que MDs fez em 1965. Isso não sugere que poderíamos voltar a 1965 medicina, mas devemos dar algum crédito ao NPS. Mais …

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Mas, além de responder a estas questões importantes, o VA ainda enfrenta desafios muito reais no fornecimento de veteranos acesso oportuno aos serviços de cuidados primários. Tendo em conta estes problemas, a expansão do papel de profissionais de enfermagem faz sentido, desde que ele é feito, pensativo. Nós não estamos defendendo que os profissionais de enfermagem substituir médicos, mas eles podem, e devem ser autorizados, para expandir seu âmbito de prática em cuidados primários, particularmente para condições relativamente simples com diretrizes bem definidas tanto como os que estudamos.

E outra vez, a pesquisa mostrou que os profissionais de enfermagem que trabalham em ambientes de colaboração pode fornecer cuidados de alta qualidade. John, que tem sido livre do câncer desde 2011, experimentou esse cuidado em primeira mão. O VA tem uma rara oportunidade para expandir o acesso aos cuidados para milhões de veteranos em necessidade e responder a perguntas críticas sobre o papel da enfermeira dos profissionais na prática da esperança da medicina-let eles não desperdiçá-lo.

Conhecendo os Bancos de Sangue de Cordão Umbilical e Placentário

Ajudando futuros pais a tomar uma decisão consciente.

O que é sangue de cordão umbilical e placentário (SCUP)?

É o sangue que permanece na placenta e na veia umbilical após o nascimento do bebê. Pode ser facilmente coletado, de forma indolor e segura, e ser armazenado por anos. A sua obtenção não traz nenhum prejuízo à saúde da mãe ou do bebê. O sangue de cordão umbilical e placentário, assim como a medula óssea, é bastante rico em células-tronco hematopoéticas. Tem sido utilizado para tratar, principalmente, pacientes com doenças hematológicas, como por exemplo cânceres das células sanguíneas e outras disfunções do sistema de produção ou funcionamento das células do sangue quando há a necessidade de transplante.

Há 3 formas de se obter as células-tronco hematopoéticas:

  • da medula óssea
  • do sangue periférico – quando as células são levadas da medula óssea para a corrente sanguínea por meio de medicamentos
  • do sangue de cordão umbilical e placentário

 

Bancos de Sangue de Cordão Umbilical e Placentário

São os serviços responsáveis pelos processos de obtenção, realização de exames laboratoriais, processamento, armazenamento e fornecimento de células-tronco hematopoéticas de sangue de cordão umbilical e placentário para uso terapêutico. Estes bancos devem realizar seus processos atendendo a critérios técnicos determinados pela Anvisa1 .

A correta realização desses processos é ponto crítico para que seja garantida a qualidade e a segurança das células-tronco disponibilizadas, implicando no menor risco possível à saúde do paciente que delas se utilize.

Exemplos de critérios:

  • quantidade mínima de células e viabilidade
  • ausência de contaminação bacteriana e fúngica
  • realização de testes de sorologia para doenças infecciosas

 

Tipos de bancos de sangue de cordão umbilical

Bancos públicos – Rede BrasilCord

Nestes bancos as células-tronco armazenadas são provenientes de doações voluntárias, que são realizadas de forma sigilosa e com o consentimento materno. Nos bancos públicos, as células poderão ser utilizadas por qualquer pessoa desde que haja compatibilidade (uso alogênico não-aparentado), ou mesmo pelo próprio doador ou um parente seu, se estiverem disponíveis. Os custos são cobertos pelo Sistema Único de Saúde – SUS/MS.

Bancos privados

São bancos que guardam as células-tronco do sangue de cordão para uso próprio (transplante autólogo) no futuro, caso ocorra necessidade. Nestes bancos, todos os custos são dos pais contratantes do serviço.

Definições

  • Transplante ou uso autólogo: quando as células utilizadas no transplante são do próprio indivíduo a ser transplantado (paciente).
  • Transplante ou uso alogênico: quando as células utilizadas no transplante provém de um outro indivíduo (doador), que pode ser aparentado ou não.

A difícil decisão: doar o sangue do cordão para um banco público ou armazenar para si?

O que é preciso saber?

Uso terapêutico atual – verdades

Das células armazenadas em bancos públicos:

  • Mais de 80 doenças podem ser tratadas por meio de transplante de células-tronco hematopoéticas.
  • A grande maioria dos transplantes que utilizam as células-tronco do sangue de cordão é realizada com células armazenadas em bancos públicos. Mais de 24.400 pacientes no mundo todo foram tratados desta maneira2 .

Das células armazenadas em bancos privados:

  • Nem sempre será possível utilizar o próprio sangue de cordão armazenado. Este uso é contra-indicado em algumas situações. Por exemplo, para tratar doenças de origem genética, como certas leucemias (a causa mais comum de transplantes realizados na infância), uma vez que o sangue do cordão pode carregar o mesmo material genético e os mesmos defeitos responsáveis pela doença manifestada.
  • Há raros relatos da realização de transplantes de sangue de cordão autólogo em nível mundial. Não há estatísticas quanto ao uso e eficácia destes tratamentos realizados.
  • A chance de uma criança necessitar de suas próprias células-tronco é extremamente baixa. Considerando as chances de alguém desenvolver câncer, necessitar de um transplante e não encontrar um doador compatível, as probabilidades são de 0,04% a 0,0005% nos primeiros 20 anos de vida.

Futuro – Medicina Regenerativa e Pesquisas

A utilização ampla das células-tronco em Medicina Regenerativa, como para o tratamento das doenças neuro-degenerativas – mal de Parkinson, mal de Alzheimer, lesões de medula espinhal em paraplégicos – de doenças cardíacas e reconstituição de tecidos, etc, é ainda incerta, sendo uma expectativa da comunidade científica mundial que desenvolve pesquisas nestes campos.

As pesquisas atuais são realizadas, em sua maioria, com célulastronco retiradas da medula óssea e do sangue periférico do pró- prio paciente. Ainda não é possível afirmar que os tratamentos em medicina regenerativa utilizando as células do próprio cordão umbilical serão bem sucedidos e se serão os mais indicados. Uma variedade de estudos em medicina regenerativa, utilizando células-tronco de outras partes do corpo humano – como do tecido adiposo, da pele, do pâncreas, do fígado, da polpa dentária – está em andamento. Estes estudos podem ser igualmente promissores quanto ao uso destas outras células para tratamentos terapêuticos, no futuro .

Portanto

Possuir as células-tronco armazenadas em um banco privado não garante o acesso ao tratamento necessário e quando necessário. Não possuir as células-tronco armazenadas em um serviço privado não significa estar excluído do acesso aos tratamentos baseados em terapias celulares e à medicina regenerativa no futuro. Ter o sangue de cordão armazenado em um banco privado não é um “verdadeiro seguro de vida” ou “seguro biológico” .

O que os pais devem observar ao contratar um banco de sangue de cordão umbilical privado?

  • Licença Sanitária ou Alvará Sanitário vigente
  • Se o Contrato de Prestação de Serviço e o Termo de Consentimento para coleta e armazenamento esclarecem sobre:
    • prazo de validade das células-tronco armazenadas e as garantias sobre a sua durabilidade;
    • possibilidades de uso das células-tronco para o tratamento de doenças;
    • quantidade de células-tronco coletadas e armazenadas necessária para o tratamento das diversas doenças;
    • vantagens e desvantagens do transplante de sangue de cordão umbilical sobre outros tipos de tratamento que utilizem células-tronco de outras partes do corpo;
    • obrigações da empresa contratada e seus representantes, quanto a futuros resultados terapêuticos decorrentes da utilização do material armazenado .

 

Fonte: Anvisa http://portal.anvisa.gov.br/documents/33840/2859603/Cartilha+SCUP/f0ae6eb2-8615-4ef6-b629-cfba46a9c4ab